trompa apresenta: desvantagens da vida moderna vol​.​2

by trompa

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about

uma moça foi a um encontro com um trompetista e, quando voltou, sua colega de quarto a perguntou: "bem, como foi? a embocadura fez dele um grande beijador?" "não", respondeu a moça à colega. "aqueles lábios pequenos, secos, firmes e apertados não eram nem um pouco agradáveis."

na noite seguinte, a moça saiu com um tocador de tuba e, quando voltou, sua colega de quarto a perguntou: "bem, e como foi o seu beijo?" "ugh!" exclamou a moça. "aqueles enormes, gordos, elásticos e babados nacos de carne, oh, eram nojentos!"

na noite seguinte, a moça saiu com um trompísta e, quando voltou, sua colega de quarto a perguntou: "bem, e então, como foi o beijo?" "bem", a moça disse à colega de quarto, "o beijo era mais ou menos, mas eu amei o jeito com que ele me segurou!"

credits

released February 19, 2013

os trompístas da agremiação de música popular trompa fazem tudo eles mesmos por que não acreditam na terceirização de nós mesmos.

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license

Track Name: (l'absence du cinéaste #2)
traduzido do francês:

[de fato, este é o grande perigo, um dos grandes perigos da nossa época, porque a economia, o cálculo econômico...]

...a economia é baseada em cálculos e tudo que foge ao cálculo é eliminado do pensamento econômico. isto faz com que, infelizmente ou felizmente... o que foge ao cálculo é a emoção, a vida, o sentimento, a natureza humana. então, temos um conhecimento abstrato. o conhecimento da sociedade não pode ser somente baseado no cálculo. os problemas sociais não podem ser reduzidos a cálculos. não podemos dizer que só o desenvolvimento da economia resolve todos os demais problemas humanos. e temos de reagir contra esta idéia simplista e redutora. acho que você teve razão de mostrar e apontar que tudo isso diz respeito à definição do ser humano. por muito tempo, acreditou-se que o ser humano era chamado o homo sapiens, isto é, o homem racional, e o homo faber, o homem que fabrica ferramentas. bem, de fato, somos homo faber. eu também sou, através da caneta ou do computador. homo sapiens, a racionalidade, é excelente. só que é sabido que a racionalidade só abstrata deixa de ser racional. você sabe que não há pensamento racional sem emoção. até mesmo o matemático tem paixão pela matemática, ou seja, não podemos pensar... a razão fria são unicamente os computadores. eles é que têm a razão fria. não têm sentimentos, nem vida. se os deixássemos governar a humanidade seria um perigo. portanto, somos seres capazes de emoções e de loucuras também. e, no fundo, a dificuldade da vida é navegar, não é? nunca perder a racionalidade, mas, também, nunca perder o sentimento, sobretudo o amor.

[do mesmo modo, como você disse, somos homens de economia. é claro, temos interesses econômicos, mas somos homo ludens [homem lúdico] também. gostamos de jogo. não são só os jogos infantis. os adultos adoram jogar. e não só jogar baralho ou ir ver uma partida de futebol. o jogo faz parte da vida. do mesmo modo, a prosa. de fato, ela faz parte da vida porque são as coisas obrigatórias e necessárias que fazemos, mas que não nos interessam. mas o importante eu disse há pouco: a prosa serve para sobreviver. mas a poesia é viver, é o próprio desabrochar. é a comunicação, a comunhão. se tivermos essa definição aberta do ser humano, levaremos em conta toda a dimensão humana. mas se ela for fechada e econômica, a perderemos.]

--edgar morin, 2000.